Descrição
Lúcia Maia Nóbrega
No Sertão do poeta, vegetação, solo, lajedos, pedras, fauna e flora surgem em um caleidoscópio repleto de formas e cores. Reparem em alguns versos do poema Do Sertão: “A alquimia das coisas claras;/ a geometria do passaredo dentro do sol;/ o lençol das nuvens no céu aberto, /a verdade natural dos elementos. / Que meu sertão é mais que tempo e paisagem/. É gesta antiga, /psicologia profunda, / poética didática, / delicado mito/ tecido na memória/ e na palavra./” E o poema Palavra tem cor “As palavras têm cor, sim. / Ternura, por exemplo, nunca/ poderia ser azul. Nem morte/ nem Deus nem Lucília. /Azul é cor de tília, de água, / e quando tudo está por se perder, /azul é cor de fogo, de rocha, / de tudo ou nada.”





