Descrição
Mário Hélio
Ao escolher a palavra Sarafim para título do seu livro, o poeta Hildeberto Barbosa Filho nos oferece, antes mesmo do primeiro verso, uma lição de coisas. Mais do que um jogo entre o sentido literal e o figurado, o seu poema é canto de experiência, inocência e reminiscência, ao mesmo tempo.
A despeito do título, não temos aqui idílio nem transcendência. Não é o serafim dos coros celestiais o assunto do poeta, mas um lugar todo seu, na infância. Há uma geórgica íntima aí, uma écloga paraibana. O enfoque realista, sem chegar a ser naturalista, calcado na imanência, sem esmagar de todo a transcendência, doma qualquer tentação ao transbordamento.





