Plotino: Enéada III

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Plotino faz uma crítica aos que atribuem o destino ao acaso, aos astros, ou aos átomos. Para a criação, tudo que é e que vem a ser tem de depender de uma causa, mas essa causa não pode ser aleatória, nem direcionada por uma série de eventos que dão origem às coisas, como pensavam os estoicos. Pois desse modo nós não seríamos responsáveis pelas nossas ações, como se não fôssemos responsáveis por nossos movimentos, de modo que nossos pés chutariam por decisões alheias que como causa determinada pelo destino assim o quiseram. Por isso, é ilógico dizer que nossos movimentos são devidos a uma causa destinada, “pois não é uma coisa o que possibilitou o movimento, e outra o que o recebeu, por ter-se servido do impulso de si mesmo, mas é aquele hegemônico que primeiro moveu o membro”.

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Plotino faz uma crítica aos que atribuem o destino ao acaso, aos astros, ou aos átomos. Para a criação, tudo que é e que vem a ser tem de depender de uma causa, mas essa causa não pode ser aleatória, nem direcionada por uma série de eventos que dão origem às coisas, como pensavam os estoicos. Pois desse modo nós não seríamos responsáveis pelas nossas ações, como se não fôssemos responsáveis por nossos movimentos, de modo que nossos pés chutariam por decisões alheias que como causa determinada pelo destino assim o quiseram. Por isso, é ilógico dizer que nossos movimentos são devidos a uma causa destinada, “pois não é uma coisa o que possibilitou o movimento, e outra o que o recebeu, por ter-se servido do impulso de si mesmo, mas é aquele hegemônico que primeiro moveu o membro”.